Pesquisa fotógrafos experimentais
Shinichi Maruyama
É um fotógrafo japonês, que reside em Nova Iorque, que explora o conceito de “wabi-sabi”, que baseia-se em ideais do zen-budismo e que significa “beleza das coisas imperfeitas”, valorizando a transitoriedade e a simplicidade.
Fragilidade, incompletude, movimento, impermanência, quer capturar a impermanência da água fotografando-a em um momento exato, “quando a essência da existência dela é pura”, o resultado é uma figura escultural que nunca se repetirá, sendo em parte feito pelo homem, e em parte pela natureza.—efemeridade
Fotografa muito a água , “jardins” e nudes. Inspirado a partir de Marcel Duchamp e sua obra “Nu descendo uma escada”, de 1912, Maruyama tenta capturar a beleza tanto da figura humana quanto do seu movimento pelo trabalho de combinar, em camadas, 10000 fotos de um dançarino, juntando momentos ininterruptos em um só, contradizendo a noção da fotografia como um único momento parado no tempo, opondo-se à percepção de início e fim bem definidos, assim, desafiando a maneira como uma forma pode estar alocada no espaço e no tempo, retratando uma presença espacial ilusionista, que nos faz questionar a nossa percepção de presença. Ao observar a fotografia do artista, o interlocutor percebe um forte senso de movimento, mas que prevalece uma dinâmica de equilíbrio, criando uma espécie de escultura, mas que não perde a fluidez e retrata a elegância do corpo humano e o seu movimento.
Dentre suas técnicas, está também a de utilizar dos fenômeno de refração e de difração da luz para fazer cores aparecerem em gotas de água, criando algo que se assemelha a uma escultura feita de luz.

Roger Humbert
Suíça 1929 - 2022
Pioneiro da fotografia concreta, começou sua obra em 1950. Foca muito em trabalhos com luz e contraste, e mais tarde com cores. Os trabalhos iniciais (incluindo o selecionado, de 1960) são por meio de luminografia. Exclui completamente o significado e os objetos de seu trabalho, focando diretamente em linhas, formas, cores, e contraste, impossibilitando a percepção de objetos reconhecíveis.
Roger Humbert, Untitled (Photogram #8), 1960
Luminografia realizada sem intermédio de câmeras, ou seja, exposição longa diretamente no papel fotográfico. A foto em questão não foi “Revelada”, sendo um negativo. Esse método é extremamente interessante por inverter a posição da luz e da sombra, criando mais uma camada de profundidade criativa.
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Análise da composição:
Margens bem definidas; Ritmo formado pelas linhas; Alto contraste; Superposição de elementos; Impressão de perspectiva.

Heinz Hajek-Halke
Alemanha 1898 - 1983
Hajek-Halke começou a fotografar em 1924 e aprimorou suas habilidades ao ponto de criar um estilo próprio e único que o destacava em sua área, a “combi-fotografia” (se trata da montagem de diversos negativos para uma impressão). Ele usava de técnicas fotográficas diferenciadas, se aproveitando da luz, colagens de fotos, montagens e exposições duplas.
Em diversas de suas obras, Hajek-Halke utilizava da Raiografia/Fotograma - técnica em que objetos são colocados sobre o papel fotográfico, criando assim uma “fotografia” a partir da sombra dos objetos, e sem utilização de uma câmera. Além disso, é marcante a presença de abstrações, fotomontagens e luminogramas (variação da técnica Fotograma, porém com impressões da luz).
Em sua arte, Heinz Hajek-Halke trabalhava com uma realidade ilusionista ao lado de uma realidade natural, usufruindo da tecnologia fotográfica mas mantendo os princípios artísticos.
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