Análise crítica: trípticos (luz, sombra e transparência)

Nesta postagem farei uma análise crítica do trabalho proposto com o objetivo de produzir uma composição fotográfica tríptica, destacando elementos como luz, sombra e transparência. A primeira obra é a seguinte:
O trio de fotos acima retrata bem todos os 3 aspectos propostos. Os recortes feitos no papel e a luz forte bem direcionada permitiram que o resultado das fotografias explorasse o contraste entre luz e sombra e demonstrasse a leve transparência do papel. Apesar das fotos serem de um mesmo objeto, a autora experimentou com diferentes ângulos, distâncias focais e “efeitos borrados”, que, juntamente da escolha de compor as fotografias com uma maior e duas menores, penso que dá ao interlocutor a impressão de estar se aproximando, ou entrando cada vez mais à fundo no papel, alcançando todo o conteúdo que há de ser explorado. Além disso, apesar do recorte um tanto simétrico do papel, a escolha da fotógrafa de evitar o geometrismo, não encaixando o objeto com perfeita simetria nas molduras me gerou interesse na composição. Ademais, ressalta-se minha escolha favorita da obra: o uso de diferentes filtros em cada foto, fazendo com que o trio varie entre as cores destaque de cada um, característica que, em minha opinião, trouxe um contraste que deixou a obra muito mais interessante e curiosa. Por fim, a fotografia não parece apresentar nenhum reflexo acidental ou iluminação indesejada, conseguindo focar inteiramente no assunto principal selecionado: o papel. Um trabalho muito bem feito da Marina. O único aspecto que eu mudaria da composição seria a borda preta grossa entre as duas fotos menores, tornaria-a mais fina. Já a segunda obra é a seguinte:
Esta composição, assim como a anterior, cumpre muito bem a proposta de explorar luz, sombras e transparência. Novamente, a luz utilizada parece muito intencional, principalmente na foto do meio, que destaca perfeitamente a sombra de uma borboleta dentro de uma garrafa, demonstrando sua transparência, sem deixar vestígios indesejados de feixes de luz e explicitando perfeitamente o contorno da garrafa. As fotos das laterais, apesar de não parecerem retratar um mesmo objeto ou de serem simétricas, trazem harmonia à composição por apresentarem uma mesma cor de fundo, um branco amarelado, em contraste com o fundo branco gelo da fotografia entre elas. Além disso, gostei da escolha de deixar a garrafa centralizada na foto e essa foto no centro da composição. Ademais, as fotografias não parecem se conectar- os “círculos” azuis são cortados bruscamente pelas bordas da foto central, contudo isso não é um incômodo meu, apenas uma impressão que tive. Por fim, penso que talvez a fotografia da garrafa poderia estar “de cabeça para baixo”, trazendo um pouco mais de leveza para a parte de baixo da composição e conexão entre as fotos, mas essa é apenas uma opinião pessoal. Dessa maneira:

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