Análise crítica: “Composição abstrata com objetos”
Nessa postagem, farei uma análise crítica da fotografia feita com base na atividade proposta com o objetivo de fotografar em plano perpendicular uma composição abstrata de objetos. A obra é a seguinte:
A composição acima é constituída de três planos principais e, consequentemente, três texturas e três tons que se destacam. Dentre eles, primeiramente, há o fundo, quase neutro, exceto pelo nítido efeito de textura que pode ser percebido, considerando interpretações táteis, como algo craquelado e áspero ou algo macio e felpudo. Seja qual for o caso, os tons de branco e cinza desse elemento não têm grande destaque na composição, atuando como um plano secundário ao objeto central, que garante perspectiva mas não agrega notável profundidade. Em segundo lugar, observamos uma forma preta, curva, simétrica, e tridimensional, de alto contraste com seu entorno e com seu centro alinhado com o centro da fotografia. Ela parece indicar um giro no sentido horário, apesar da composição não gerar grande sensação de movimento. Em terceiro lugar, notam-se dois tipos de formatos, cinzas e de aparência metálica, que estão dispostos em simetria sobre cada uma das seis “meia luas” do elemento preto e conectam-se de maneira análoga à um eixo central, de modo a cada uma exercer seu papel individual, mas padronizado. Esses formatos parecem estabilizar a forma preta, que tende a girar para a direita mas é “agarrada ao chão” talvez pelo peso das formas metálicas.
Por fim, a composição explora, principalmente, a tridimensionalidade, a superposição e a simetria, com uma paleta de cores frias e pouco vibrantes, além da escolha de destacar uma forma por meio da centralidade do enquadramento dela na fotografia. Algo que vale ressaltar também é o contraste entre a simplicidade das formas do elemento principal, constituído apenas de um círculo e seis meia luas, e os formatos um pouco mais complexos dos elementos em primeiro plano, causando, talvez em função da planificação incompleta dos elementos, uma sensação de estranhamento, desconexão ou desencaixe, apesar da harmonia justificável pela lógica da simetria.

Comentários
Postar um comentário